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BOA CONSCIÊNCIA PELA RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO

BOA CONSCIÊNCIA PELA RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO

1 Pedro 3:21 “a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo;”.

Quando o Apóstolo Pedro escreveu esta carta às Igrejas, Ele já havia sido confrontado por Paulo e, por conseguinte, já havia compreendido o significado da figura de Deus. Por isso, ele pôde usar essa expressão tão forte falando da consciência, da indagação de uma boa consciência.

O próprio Pedro, anteriormente, não tinha uma consciência pura. Vejamos o que diz Gálatas 2:11-14 “Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?”

Pedro, enquanto seguiu as diretivas da lei de Moisés, o legalismo, era uma pessoa repreensível. Há uma forma de se seguir corretamente o Evangelho, que é a Graça de Deus, e Pedro, apesar da sua sombra curar, de ter andado sobre as águas, de ter sido amigo do Mestre, não compreendia o significado da Graça.

Vemos que existem duas mensagens: uma para os judeus, que é o evangelho da circuncisão, e uma para os gentios, que somos nós, sem sangue israelita, que é o Evangelho da incircuncisão.

E como os judeus vivem? Os judeus vivem de cerimônias, sábados, jejuns, de sacrifícios, de vigília, de uma forma dura de trato ao seu corpo. E o que a Igreja de Jesus vem fazendo? Imitando os judeus, o judaísmo.

Nós, de origem gentílica, durante muitos anos fomos obrigados a viver como judeus, sem termos chamado para sermos judeus, mas sim, evangélicos, cristãos.

Pedro foi repreendido por Paulo, e nessa repreensão poderia ter havido uma cisão na Igreja, mas não houve. Houve a atitude de um homem honesto, sincero e amigo que reconheceu que Paulo estava com a razão. Depois, então, pôde escrever sobre uma boa consciência para com Deus.

Vamos compreender um pouco mais desse mistério. Como é que nós, como salvos, podemos viver com uma boa consciência? Pelo treinamento e educação feitos pela Palavra de Deus. E Por que é uma boa consciência? Porque, quando chegamos à Igreja, todos, sem exceção, tínhamos problemas de consciência. Alguns tinham uma consciência cauterizada, outros, impura, outros, com problemas de consciência, outros, não tinham uma consciência limpa, por causa da vida. Mas o que Deus fez? O Seu Espírito Santo colocou a mente de Cristo em nós e, agora, temos a capacidade de estabelecer julgamentos internos. Temos um senso de responsabilidade que não tínhamos no passado. O crente quando diz: “eu não bebo, não fumo, não me prostituo, não adultero, não roubo, não mato,” não deixa de fazer com medo do inferno, mas por causa de sua consciência, que o faz ter um julgamento e dizer: “isso é errado e isso é certo.” É a boa consciência que traz honradez, retidão e probidade. É a boa consciência que evita o naufrágio da confiança na fé. Lê 1 Timóteo 1:19-20.

Não podemos rejeitar a boa consciência, nem dizer tanto se me dá como se foi para o erro! Então, devemos, todos os dias, voltar e educar a consciência e a discipliná-la para que na hora de julgamentos internos sempre optemos pelo bem. Na hora das decisões, decidamos como a Bíblia manda. Na hora de confronto com o mundo, rechaçamo-lo.

Parece existir um paradoxo em 1 Pedro 3:21, por que, como podemos ser salvos, e a imundícia da carne não ser removida? Como é possível sermos salvos, termos uma carne imunda, mas, assim mesmo, termos uma boa consciência?

É possível por causa da consciência ser treinada diuturnamente pela palavra da Graça, o que fortalece o espírito e não a carne. De maneira contrária agem as Igrejas legalistas. Em vez de fortalecerem o espírito pelo que nós somos, pelo que Cristo fez por nós, ensinam o povo de Deus a tentar mudar a carne através de jejuns e de sacrifícios da lei. Por exemplo, quando dizemos que somos predestinados, eleitos, fortes, poderosos e mais que vencedores, estamos dando ênfase ao espírito. A ênfase da lei é dizer que somos pecadores, que vamos para o inferno, para tomar cuidado com o demônio. Com isso, as pessoas nunca têm uma boa consciência, porque elas só se vêem na carne: “Não vistas esta roupa. Não vás à praia. Não cortes o cabelo. Não pintes a unha, sacrifica, esforça, paga o preço.” Isso é abominação; é heresia. Quem é da lei ou veio de lá sabe disso.

A Bíblia diz que a carne para nada aproveita, que não conhecemos ninguém segundo a carne. A carne não se converte.

Paulo disse aos Colossenses 3:5 “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;”.

Devemos nos ver como Deus nos vê: espíritos perfeitos, vencedores, por cabeça, com uma boa consciência dada por Ele. Lê 1 Pedro 3:18-20.

E o que faz a boa consciência? Faz ter um bom testemunho.

Diz 1 Timóteo 4:14-16 “Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério. Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.”

Não viemos para ter inversão de valores, mas para progredir. Progredir nas emoções, como pai, como mãe, como marido, como empresário, para atingir sonhos, metas e realizá-las. Lê 2 Timóteo 2:13.

Paulo disse em Hebreus 10:14 “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados.” Somos perfeitos pelo sacrifício de Cristo.

Estamos sendo santificados como? Sendo treinados e ensinados a termos um bom testemunho e a optarmos por ter uma boa consciência.

Quem tem má consciência tem olhos para todo mundo. Quem tem uma boa consciência tem olhos só para o seu cônjuge.

Muitas pessoas dizem que não adulteram, mas têm, emocionalmente, ligações com outras pessoas. Têm uma má consciência. Existem muitos crentes que têm prisões emocionas com outras pessoas. Têm má consciência. Por isso, quando dizemos a uma pessoa dessas que ela é abençoada, ela não concorda, rebatendo que não valem nada. Claro que não valem nada. A sua carne não vale nada, mas o seu Espírito está perfeito. O nosso Espírito está perfeito tal qual o de Jesus.

Voltando a 1 Pedro 3:21, o versículo fala de ressurreição. O que aconteceu com essa ressurreição?

Buda não ressuscitou, Alá não ressuscitou, Confúcio não ressuscitou. Nenhum deus da Terra, nenhum profeta, que devemos respeitar sempre, ressuscitou. É na ressurreição que está a fronteira. É aqui que está a divisão.

Por causa da ressurreição, o Pacto se cumpriu e, hoje, podemos viver com uma boa consciência.

Então, agora, tenho que dizer algo muito importante. Meu amado, entre a salvação eterna e a vida de pecado, existe um pastor chamado disciplina de Deus. O Pacto em que servimos não é incompleto. Ninguém pode viver salvo e com uma vida de libertinagem. Nosso espírito está salvo, perfeito, santificado, mas Deus deu um alarme para a nossa carne. Olha o que Ele diz em Hebreus 12:5-7 “e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?”

Qual é o alarme? Hebreus 12:5 “e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado;”.

Só com a Graça de Deus se sujeita a carne. Só o conhecimento da Graça faz mortificar a carne. Lê Romanos 8:13.

Quando a carne está sem freios, tudo vai mal. Quando a carne não está mortificada pelo Espírito, pelo conhecimento da verdade, sai de baixo.

O salvo está perfeito no espírito, mas sabe que tem uma carne imperfeita e que é preciso alimentar o espírito com alimento sólido. Olha o que diz Hebreus 5:11-14 “A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir. Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.”

Então, se estamos numa igreja, 1 mês, 2 meses, 1 ano, 2, 3 e ainda precisamos que nos ensinem, de novo, que Jesus voltará, que existe uma batalha do armagedon, que haverá um momento do milênio, a boa consciência não se desenvolve. Aqui está a diferença. Quem se alimenta de leite é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que pela prática, pelo ensino, têm as suas faculdades exercitadas para discernir, não somente o bem, mas o mal.

Percebemos quando uma pessoa é crescida espiritualmente. Pela prática, pelo ensino, pela educação, ela discerne o que é bem do que é mal. Lê Hebreus 6:1.

Quem não tem uma boa consciência só vive de obras mortas.

Diz Hebreus 9:9-10 “É isto uma parábola para a época presente; e, segundo esta, se oferecem tanto dons como sacrifícios, embora estes, no tocante à consciência, sejam ineficazes para aperfeiçoar aquele que presta culto, os quais não passam de ordenanças da carne, baseadas somente em comidas, e bebidas, e diversas abluções, impostas até ao tempo oportuno de reforma.”

A consciência treinada com alimentos sólidos, com ensinamentos profundos, intensos, é que faz a diferença. Lê 2 Timóteo 1:3.

Muito importante é ver um homem de Deus, um chefe de família, ter consciência pura. Ele não se mete em fofoca, não abre o telefone de casa, não deixa entrar na sua casa coisas que sejam contra sua vida espiritual, não permite a sua família qualquer coisa que seja equivocada com a obra de Deus, ele é protetor da Igreja, zelador da obra de Deus.

A tendência do ser humano, da lei, é viver culpado. Consciência culpada. Muitas pessoas pagam qualquer preço para superar essa situação. Conheço pessoas que foram se aconselhar com alguns pregadores da lei, só que o que ela faz às pessoas? Romanos 4:15 “porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão.”

Se não há lei, não há transgressão.

Tu és perfeito, mas se pensares na lei, ela suscita a ira. Já tentaste evangelizar um legalista? Como é a sua reação? Ele fica desesperado quando dizes que ele é eleito, predestinado, escolhido, pedra viva, por cabeça. A pessoa fica desesperada. Há pessoas que, por causa da lei, fazem coisas tremendas. Lê Atos 23:12.

Então, o que devemos fazer? O Senhor diz em Oséias 6:6-7 “Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos. Mas eles transgrediram a aliança, como Adão; eles se portaram aleivosamente contra mim.”

Irmão, se não se seguir a graça, porta-se aleivosamente, agressivamente.

Diz 2 Coríntios 1:12 “Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com santidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria humana, mas, na graça divina, temos vivido no mundo e mais especialmente para convosco.”

A grande glória é o testemunho da consciência de santidade, de sinceridade e não com sabedoria humana. Não é a reputação, mas caráter. Caráter é o que somos. É o testemunho, é a nossa grande glória.

Viver de consciência culpada impede a vida de se desenvolver. Diz em Hebreus 9:14-15 “muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados.” A consciência purifica de obras mortas.

O que são obras mortas? São as obras da lei, os rituais, aquilo que aprisiona, são as algemas da religião. Vivi muitos anos assim: Jejum, jejum, vigília, vigília, sacrifício, sacrifício. Sei o que é isso. Eu orava 6 horas por dia: 2 para o Pai, 2 para o Filho e 2 para o Espírito Santo. Eu orava primeiro no meu tapete, na costura, na bainha. Botava o meu joelho ali para doer. Depois, alguém me disse para colocar um lápis, e eu me ajoelhava em cima do lápis, a minha rótula ficava marcada com o lápis. Até que um dia, alguém disse que deveria ser na ponta do lápis. Então, comecei a perceber como é que a carne para nada aproveita!

A boa consciência nos livra de obras mortas. Estamos livres para servirmos ao Deus vivo. Livres da religião legalista, destruidora, dos deuses fictícios que acusam, que amarram, que geram profundas necessidades emocionais e espirituais.

Diz João 8:1-11 “Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava. Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.]”

Aqui se vê o que é a lei; o que a lei faz. Botando uma mulher errada e impotente perante fariseus cheios de preconceitos e inflexíveis, de baixo caráter moral, de consciência culpada. Levaram uma mulher à presença de Cristo para ser morta. Tu vês como a lei envergonha?!

Essa mulher do texto foi apanhada em adultério. E o veredicto era: mata. Jesus pediu aos presentes que, quem não tivesse pecado, que atirasse a primeira pedra. Por causa da própria consciência foram se retirando um por um a começar pelos mais velhos até os últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estavam.

Eu queria dizer que o baixo caráter espiritual, o baixo caráter moral, os fariseus de preconceitos inflexíveis, tinham uma consciência culpada. O mistério do perdão divino cria em nós um horror para com o pecado. Uma resistência contra a tentação. Cria em nós uma nova pureza de vida. Cria em nós a certeza de que não há mais condenação.

A boa consciência não condena nem se condena. Ela se vê como Deus a vê: perfeita, completa, à imagem e semelhança de Deus, próspera, salva, saudável.

O perdão divino criou no espírito não só um desejo, mas criou um horror contra o pecado, contra a mentira, contra a falta de ética, contra os padrões imorais do mundo e nos deu resistência à tentação.

Quem tem boa consciência, quando olha o puro, acha puro, até o impuro ele acha puro. Mas a má consciência acha tudo impuro, até o puro.

Vamos batalhar para educar a nossa mente e o nosso coração, bem como, os nossos sentimentos.

Devemos desenvolver o amor ágape por todos.

Como se convive numa grande comunidade? Desta forma: com boa consciência.

Viva a Graça de Deus. Ama a Graça de Deus. Estima a Graça de Deus. Haverá progresso na tua vida.

ASSIM SEJA. ASSIM DISSE O SENHOR.

Teu Apóstolo, irmão e amigo, Miguel Ângelo.

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